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Diretor-geral da PF diz que corporação atua sem perseguição, proteção ou viés político

Andrei Rodrigues afirmou que a Polícia Federal trabalha com autonomia e imparcialidade durante cerimônia de formação de novos agentes em Brasília

Foto: Tom Costa/MJSP

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira, 28, que a corporação mantém uma atuação independente de interesses políticos e conduz investigações sem favorecer ou perseguir pessoas. A declaração foi feita durante a formatura de novos agentes da PF, em Brasília.

“Tenho total tranquilidade em afirmar, sem rodeios, que nesta gestão trabalhamos com transparência e foco na missão institucional, sem proteger ou perseguir, com atuação vigorosa e intransigente no combate ao crime organizado”, declarou.

A manifestação ocorre em um momento de tensão entre a direção da Polícia Federal e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), por causa de decisões relacionadas às investigações que envolvem o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Nesta semana, o presidente Lula (PT) recomendou que Andrei Rodrigues procure Mendonça para tentar reduzir os atritos. A orientação ocorreu depois de a Polícia Federal acionar a Advocacia-Geral da União em uma questão envolvendo determinações do ministro.

Andrei tem demonstrado insatisfação com procedimentos adotados por Mendonça nos inquéritos sobre o INSS. Entre os pontos de divergência está uma determinação para que a PF compartilhe imediatamente informações reunidas nas investigações, antes mesmo da elaboração e do envio dos relatórios.

Normalmente, os dados chegam ao Supremo depois que a Polícia Federal apresenta uma representação e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifesta sobre o pedido.

As declarações do diretor-geral também foram feitas um dia após Lula, candidato à reeleição, defender que seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro sejam investigados. Os dois aparecem em inquéritos decorrentes das apurações sobre descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas.

Durante o discurso aos novos agentes, Andrei ressaltou que a atuação da instituição deve seguir os limites estabelecidos pela Constituição e pela legislação.

“Hoje temos uma polícia que atua com autonomia, guiada pela Constituição e pelas leis, pela responsabilidade institucional e compromisso com a justiça e a sociedade”, afirmou.

O diretor-geral acrescentou que a independência técnica da corporação é essencial para preservar a instituição diante de críticas ou pressões externas.

Segundo Andrei, é justamente uma “atuação técnica, imparcial, livre de qualquer viés político” que permite à Polícia Federal “defender nossa instituição de qualquer ataque, não importa de onde venha”.

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