O Comitê Central da coligação “Ceará forte, do lado certo”, em Fortaleza, sediou nesta quarta-feira, 9, o encontro “Mulheres que Fazem o Ceará”. A atividade reuniu lideranças femininas de todo o Estado com atuação na vida pública cearense, como primeiras-damas, procuradoras, prefeitas, vice-prefeitas, vereadoras e candidatas aos cargos de deputada estadual e federal.
O ato contou com a presença da candidata a vice-governadora Gabriella Aguiar; da vice-governadora e candidata a deputada estadual, Jade Romero; da primeira-dama do Estado, Lia de Freitas; da primeira-dama de Fortaleza, Cristiane Leitão, entre outras autoridades. A pauta central abordou a autonomia econômica das mulheres, a ampliação de oportunidades na política, a participação feminina nos debates sobre políticas públicas e o fortalecimento de ações integradas de combate à violência de gênero.
A candidata a vice-governadora, Gabriella Aguiar, destacou o poder da união e da representatividade feminina na transformação social. “Tem uma frase de Martin Luther King que sempre me impactou: ‘Eu não me assusto com o grito dos maus, mas com o silêncio dos inocentes’. Por séculos fomos silenciadas, mas hoje levantamos a nossa voz com coragem e gratidão às que lutaram antes de nós. Somos diversas, pensamos diferente e temos histórias únicas, mas é justamente na nossa diversidade que reside a nossa força. O que nos une aqui é um compromisso inegociável: combater a misoginia, defender os direitos das mulheres e caminhar do lado certo”, afirmou Gabriella.
Rede de proteção e dados do combate à violência
A vice-governadora Jade Romero detalhou as ações consolidadas pela gestão estadual, destacando a criação da Secretaria das Mulheres e a expansão da rede pública de acolhimento, que já soma mais de 100 equipamentos especializados entre Casas da Mulher Cearense, Delegacias da Mulher e Salas Lilás.
Jade também desfez desinformações sobre os dados de medidas protetivas no Estado. “A proteção às mulheres é prioridade absoluta no governo Elmano. Diferente de discursos sem respaldo na realidade, no Ceará apenas cerca de 30% das vítimas de feminicídio tinham boletim de ocorrência registrado e menos de 15% contavam com medida protetiva. Por isso, fortalecer os canais oficiais de denúncia e a Lei Maria da Penha é um dos mecanismos que mais protegem as mulheres no nosso país e precisa ser fortalecida”, pontuou a vice-governadora.
Ceará Sem Fome e inclusão social
A primeira-dama e presidente do Comitê Intersetorial de Governança do Programa Ceará Sem Fome, Lia de Freitas, ressaltou o protagonismo feminino na execução das políticas de combate à extrema pobreza e segurança alimentar no Estado. “As agentes populares estão todos os dias cuidando de quem mais precisa. Elas acordam cedo, preparam as refeições e garantem que milhares de pessoas tenham uma alimentação saudável. É um trabalho que merece ser reconhecido e valorizado”, afirmou Lia.
O programa Ceará Sem Fome mantém uma rede de 1.300 cozinhas comunitárias em pleno funcionamento nos 184 municípios cearenses, garantindo a distribuição diária de cerca de 130 mil refeições. A iniciativa integra ainda o Cartão Ceará Sem Fome — benefício mensal de R$ 300 destinado às famílias em situação de vulnerabilidade —, além de oficinas de qualificação profissional e projetos de inclusão produtiva.
Parcerias
Cristiane Leitão destacou a importância da articulação entre os governos Federal, Estadual e Municipal para a execução de políticas públicas e citou o Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza, como exemplo de atuação conjunta entre as diferentes esferas de governo.
“Essa articulação conjunta permite que Fortaleza e o Ceará continuem avançando. Quando assumimos, o IJF enfrentava um cenário delicado. Buscamos o apoio do presidente Lula e do governador Elmano para salvar o hospital. Hoje, o Frotão segue de portas abertas e atendendo com dignidade milhares de famílias”, reforçou.
Ao longo da programação, também foram discutidos temas como educação em tempo integral, interiorização dos serviços de saúde, geração de renda, empreendedorismo feminino e políticas de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.






