O setor de bares e restaurantes no Ceará avalia mudanças no funcionamento dos estabelecimentos para se adaptar ao fim da escala 6×1 e à redução da jornada semanal de trabalho. Entre as possibilidades analisadas estão o fechamento em determinados dias, a redução do horário de atendimento e a ampliação das equipes. A informação é da jornalista Gabriela Custódio, do Diário do Nordeste.
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel-CE) também defende alterações na legislação para permitir maior flexibilidade na organização do trabalho. A entidade considera, por exemplo, a adoção de modelos por hora e de trabalho intermitente.
As discussões ocorrem após a aprovação, pelo Senado Federal, da Emenda Constitucional 141, na quarta-feira, 14, e sua promulgação, na sexta-feira, 16. A nova regra estabelece dois dias de repouso semanal remunerado e diminui de 44 para 40 horas a jornada semanal.
Para o presidente da Abrasel-CE, Taiene Righetto, a prioridade do setor neste momento é negociar mudanças nas regras antes de implementar alterações nos estabelecimentos. Ele afirma que uma das dificuldades será encontrar profissionais para ampliar as equipes, especialmente com o aumento do movimento turístico previsto para dezembro, quando as mudanças devem começar a valer.
A entidade calcula que as alternativas em estudo terão impacto nos custos dos estabelecimentos. O fechamento em determinados dias ou a redução do período de funcionamento, por exemplo, pode diminuir a receita sem reduzir proporcionalmente as despesas fixas. Por isso, segundo a Abrasel-CE, parte desses custos deverá chegar ao consumidor.
“Nós realmente vamos ter uma queda na qualidade do serviço muito grande, na disponibilidade do serviço, e [continuaremos] com os mesmos custos fixo. Mesmo que a gente feche alguns dias, que a gente reduza o horário de funcionamento, estaremos reduzindo receita e mantendo os custos fixos. Vamos acabar tendo que repassar para o consumidor final, vai ser algo bastante duro para todo mundo”, afirma.






