A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a ampliação de três para cinco anos do período de uso do Implanon NXT, implante contraceptivo colocado sob a pele que libera o hormônio etonogestrel. A decisão foi baseada em estudos que demonstraram a capacidade do dispositivo de prevenir a gravidez durante o prazo prolongado.
De acordo com os dados clínicos avaliados pela agência, não foram registradas gestações entre as participantes durante o período adicional de utilização, indicando a manutenção da eficácia contraceptiva por até cinco anos após a colocação.
A Anvisa também permitiu a inserção do implante após o parto e em situações de aborto. A medida busca facilitar o acesso à contracepção e diminuir a possibilidade de gravidez não planejada, especialmente entre mulheres que enfrentam dificuldades para dar continuidade ao acompanhamento médico após a alta hospitalar.
A decisão levou em consideração pesquisas científicas e informações de farmacovigilância analisadas pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Segundo a Anvisa, a avaliação manteve uma relação favorável entre os benefícios e os riscos associados ao método.
Como funciona o implante contraceptivo
O Implanon foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em julho de 2025, após solicitação do Ministério da Saúde. Na rede particular, o custo do procedimento pode chegar a quase R$ 4 mil, considerando o dispositivo e sua aplicação.
O contraceptivo funciona por meio da liberação contínua de etonogestrel, um hormônio sintético que impede a ovulação e provoca alterações no muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides.
Na saúde suplementar, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou, em setembro de 2025, a inclusão do implante hormonal entre os métodos contraceptivos de cobertura obrigatória dos planos de saúde, conforme as regras estabelecidas pelo órgão.
Ao término do período de utilização, o dispositivo deve ser retirado e, caso a mulher deseje continuar usando o método, poderá inserir um novo implante. Para quem pretende engravidar, a retirada permite o retorno da fertilidade, sem que o método seja considerado uma causa de infertilidade.






