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Vice-prefeita investigada por pagar R$ 41 mil a mãe de santo também é acusada de manter servidora fantasma

Conforme as investigações, a contratação irregular teria ocorrido no período em que Juliana ocupava o cargo de secretária municipal de Saúde

Foto: Reprodução/Instagram

A vice-prefeita de Ribeira (SP), Juliana Maria Teixeira da Costa (MDB), investigada pelo desvio de R$ 41,2 mil de recursos públicos para custear um suposto trabalho espiritual realizado por uma mãe de santo de Fortaleza, identificada como Samantha, também é alvo de outra investigação por manter uma servidora fantasma na administração municipal. As informações são do g1.

Conforme as investigações, a contratação irregular teria ocorrido no período em que Juliana ocupava o cargo de secretária municipal de Saúde. A funcionária teria permanecido vinculada ao município por aproximadamente um ano, causando um prejuízo estimado em R$ 30 mil aos cofres públicos.

Diante do caso, o Ministério Público solicitou o ressarcimento dos valores pagos à servidora que, segundo a apuração, não exercia suas funções.

Além disso, Juliana responde a uma denúncia por supostas fraudes em processos licitatórios para favorecer uma empresa terceirizada. Em razão dessas acusações, ela foi afastada do cargo em agosto de 2025.

Sobre o suposto trabalho espiritual, Samantha afirmou que a vice-prefeita a procurou por meio das redes sociais, em agosto de 2024. Segundo ela, todo o acompanhamento ocorreu de forma remota, por videochamadas e envio de gravações.

Ainda de acordo com a religiosa, o serviço teria sido orçado em R$ 380 mil, mas apenas R$ 41,2 mil foram pagos, exatamente o valor que o Ministério Público de São Paulo aponta como desviado dos cofres públicos.

Em entrevista ao g1, Samantha declarou que Juliana buscava um ritual para afastar um homem casado da esposa e fortalecer um relacionamento amoroso. “Ela queria a dominação amorosa, afastamento de rival e adoecer a esposa do amante dela. Queria um trabalho que se chama casamento espiritual definitivo”, afirmou.

A mãe de santo também explicou que o custo elevado estaria relacionado à complexidade do ritual. “O valor do trabalho ficou R$ 380 mil. Expliquei para ela que era um sacrifício muito forte, que a espiritualidade daria ele por inteiro para ela”, disse.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, os R$ 41,2 mil teriam sido repassados por intermédio de uma empresa contratada para prestar serviços à Prefeitura de Ribeira.

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