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Foie gras: veja como é produzido o alimento proibido no Brasil por maus-tratos aos animais

Com a nova legislação, o Brasil passa a ser o primeiro país da América Latina a vetar tanto a produção quanto a venda de foie gras

Foto: Divulgação

O Brasil oficializou, nesta sexta-feira, 24, a proibição da fabricação e da comercialização de foie gras, medida que reacendeu o debate sobre produtos obtidos a partir de práticas consideradas cruéis contra os animais. As informações são do Diário do Nordeste.

Conhecido como “fígado gordo”, o foie gras é produzido por meio da técnica chamada gavage, na qual patos e gansos são submetidos à alimentação forçada. Para isso, um tubo metálico é introduzido no esôfago das aves, permitindo a ingestão de grandes quantidades de alimento em pouco tempo.

O procedimento provoca uma condição de acúmulo excessivo de gordura no fígado, fazendo com que o órgão atinja dimensões muito superiores ao normal. De acordo com a ONG Animal Equality, o fígado pode chegar a ficar até dez vezes maior do que o tamanho natural.

A entidade compara o processo a obrigar um adulto de 80 quilos a consumir aproximadamente 13 quilos de comida em poucos segundos, duas vezes ao dia. Além do sofrimento, a prática pode causar ferimentos no bico, na garganta e no esôfago das aves.

Brasil é pioneiro na América Latina

Com a nova legislação, o Brasil passa a ser o primeiro país da América Latina a vetar tanto a produção quanto a venda de foie gras. No cenário internacional, apenas a Índia adotou uma proibição total do produto.

Em outras nações, como Reino Unido, Alemanha, Itália, Polônia, Argentina e Austrália, existem restrições voltadas principalmente à produção do alimento.

Tradicionalmente fabricado na França, o foie gras é considerado um artigo de luxo e pode alcançar valores de até R$ 5 mil por quilo.

Segundo a Animal Equality, apenas duas propriedades rurais ainda produziam foie gras no Brasil, ambas já embargadas pelo Ibama. A organização, que participou da campanha pelo banimento do produto, afirma que a atividade nunca teve peso significativo para a economia brasileira.

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