O presidente da República, Michel Temer, rejeitado por 92% dos brasileiros, desafia a população e diz que não sai do cargo: “Agora, mantenho a serenidade, especialmente na medida em que eu disse: eu não vou renunciar. Se quiserem, me derrubem, porque, se eu renuncio, é uma declaração de culpa.” A afirmação foi feita em entrevista a Fabio Zanini, Daniela Lima e Marina Dias na Folha de S.Paulo desta segunda-feira, 22.
Em relação Rodrigo Rocha Loures, flagrado recebendo uma mala com dinheiro em nome dele, Temer defende o caráter do ex-assessor: “Ele é um homem, coitado, ele é de boa índole, de muito boa índole. Eu o conheci como deputado, depois foi para o meu gabinete na Vice-Presidência, depois me acompanhou na Presidência, mas um homem de muito boa índole,” ressaltou.
Temer disse que desconhecia que o empresário Joesley Batista estivesse sendo investigado na operação Carne Fraca. Também diz que agiu com ingenuidade ao receber Joesley na residência oficial, tarde da noite, e sem registro público da agenda, como manda a lei: “Ingenuidade. Fui ingênuo ao receber uma pessoa naquele momento”, diz o presidente.
Indagado sobre até quando durará o apoio dos tucanos, Temer não hesitou e afirmou que será “até 31/12 de 2018.”
Repórter Ceará – Com Folha de S.Paulo




