Home Geral Reconhecendo falta de incentivos, senadores destacam superação de atletas olímpicos

Reconhecendo falta de incentivos, senadores destacam superação de atletas olímpicos

Rayssa Leal, prata no skate nas Olimpiadas de Tokio

Em Tóquio, os atletas brasileiros apresentaram o melhor desempenho do país em Olimpíadas, com 21 medalhas conquistadas. O feito inédito foi reverenciado pelos senadores, que exaltaram os atletas pela superação e, principalmente, pelo desafio diante da falta de fomento ao esporte nacional e da pandemia de covid-19.

A Olimpíada que se encerra neste domingo, 8, contou com a participação de 11 mil esportistas, de 204 países, durante 19 dias de jogos. A delegação brasileira foi composta de 309 atletas, que representaram o país em 35 modalidades diferentes, inclusive em esportes que fizeram sua estreia nestes jogos olímpicos — como o surfe, que garantiu medalha de ouro com Ítalo Ferreira, e o skate, agraciado com três medalhas de prata, conquistadas por Kelvin Hoefler, Rayssa Leal e Pedro Barros.

O Brasil teve outras participações ímpares, como a conquista inédita de medalhas na ginástica artística feminina por Rebeca Andrade: ela obteve o ouro no salto e a prata no individual geral. Além disso, o país garantiu o ouro pela primeira vez na maratona aquática feminina, com Ana Marcela Cunha, e comemorou o bicampeonato das velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze na classe 49er FX. Ouro também com Isaquias Queiroz, na canoagem C-1 1000m; Hebert Conceição, no boxe peso médio e a seleção masculina de futebol. O voleibol feminino e a boxeadora peso leve Beatriz Ferreira garantiram a prata.

A medalha de bronze foi conquistada por esportistas do judô (uma para o feminino e outra para o masculino); do tênis em dupla feminino (uma), da natação masculina (duas); do atletismo masculino (duas); e do boxe masculino (uma). Ao todo, foram sete medalhas de ouro, seis de prata e oito de bronze (veja tabela ao final da matéria). Essa marca é a melhor já obtida pelo país e superou os 19 pódios conquistados na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

A senadora Leila Barros (sem partido-DF) participou de três Olimpíadas como integrante de seleção feminina de vôlei (Barcelona 1992, Atlanta 1996 e Sidney 2000), com duas medalhas de bronze nas últimas participações. Emocionada, ela destacou em Plenário, na última quinta-feira (5), o quanto os Jogos de Tóquio ressaltaram “o propósito de enviar ao mundo uma forte mensagem de luta por igualdade, inclusão e respeito às diversidades”.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse a Leila Barros que “o sentimento da senadora, sua emoção, seu vigor, sua eloquência representam o sentimento do Senado em relação ao esporte brasileiro, aos nossos atletas olímpicos, que, independentemente de medalhas, já são vitoriosos e representam muito bem o nosso país”.

A representatividade da senadora Leila foi ressaltada por diversos senadores, que também reconheceram as dificuldades financeiras e sociais enfrentadas por muitos atletas brasileiros.

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) declarou que “as Olimpíadas trouxeram esperança, orgulho, garra, força para que o povo brasileiro se inspire naqueles atletas que venceram o desafio da pandemia, venceram o desafio de não ter como treinar, de não ter apoio financeiro para poder nivelar as nossas condições [de competir] para com as de outros países”.

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) ponderou que o Brasil poderia obter resultados ainda melhores se houvesse uma política de apoio aos esportes.

“Durante os quatro anos [entre uma Olimpíada e outra], há muito sofrimento, muita dificuldade, falta de patrocínio, falta de incentivo, falta de tudo; nem sequer temos uma política pública de Estado para o esporte. E aí tem que se arrumar um jeitinho: o Exército contrata um, a Marinha contrata o outro.”

Repórter Ceará – Agência Senado (Foto: Arquivo/Ag. Senado)

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