Em menos de dois meses, o número de confirmações de chikungunya subiram de 227 para 1.876 no Ceará. Isso representa um aumento de 722%. Do total, 1.024 são em Fortaleza. Casos em investigação tiveram aumento de 546%, passando de 1.341 para 8.667. Dos casos confirmados, 67,7% concentraram-se na faixa etária entre 20 e 59 anos, e 61,4% são mulheres.
De acordo com a coordenadora de Promoção e Proteção à Saúde da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (Sesa), Daniele Queiroz, o aumento se dá devido ao tempo de sazonalidade da doença, relativo ao período de chuvas, calor e umidade. Segundo ela, a suscetibilidade da população à chikungunya, tendo em vista que é uma doença recente, também é uma das razões.
Segundo Daniele, no entanto, a situação do Estado ainda é de “baixo risco”. “A incidência é de 93,7 casos suspeitos por 100 mil habitantes”, detalha. Ela cita que existem municípios com cenário de alto risco, com incidências acima de 300 casos por 100 mil habitantes. De acordo com o boletim da Sesa, os municípios Aracoiaba, Independência, Ocara, Groaíras, Canindé, Caucaia e Cascavel estão nessa situação. Já Baturité e Pentecoste preocupam pelo elevado número de casos. Ainda segundo a coordenadora, o alto número de notificações, é devido à “alta incidência de várias viroses que podem ser confundidas pela sua sintomatologia”.
Repórter Ceará – O Povo Online




