Os agentes comunitários de saúde de Quixeramobim querem explicações da Prefeitura Municipal sobre dois assuntos: O adicional de insalubridade e o porquê da suspensão de sete funcionários da classe nas recentes demissões realizadas pela Secretaria de Saúde. A informação foi concedida pelo presidente da Associação dos Agentes Comunitários de Saúde, Oscar Alves, à reportagem do Sistema Maior de Comunicação.
Segundo Alves, que estava no Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), a luta da classe pelo adicional da insalubridade vem desde ano passado e, agora, o prefeito Clébio Pavone informou que a empresa responsável pela avaliação do direito será suspensa: “Nós queremos saber o motivo. Queremos saber que ações vamos tomar caso ele suspenda a empresa. Porque desde ano passado que nós estamos nessa luta. Já foi contratada a empresa e ela deu o prazo até mês passado para entregar o relatório final a respeito da insalubridade, não só dos agentes comunitários de saúde, mas de toda a categoria que está sendo avaliada”.
Conforme o presidente, o prefeito “não tem como recuar”, porque a lei do adicional já foi aprovada na Câmara “e falta a contratação da empresa, junto com o parecer do Engenheiro do Trabalho que estava fazendo o relatório”. Indagado se houve corte de funcionários na classe, o agente informou que sete profissionais foram suspensos: “Nós convidamos ele (Clébio) e a secretária de Saúde (Ana Flávia) para prestar esclarecimentos sobre o assunto. Porque vão parar estes agentes de saúde se o recurso é repassado todo mês pelo Governo Federal?”.
Na manhã de hoje, 13, foi iniciada uma reunião no Polo da Universidade Aberta do Brasil (UAB) em Quixeramobim para tratar sobre as reivindicações dos agentes. Qualquer esclarecimento acerca dos problemas relatados à reportagem deverão ser prestados pela gestão na ocasião.
Repórter Ceará




