O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, convocou uma reunião com integrantes da Corte para discutir o relatório da Polícia Federal (PF) relacionado às investigações envolvendo o Banco Master. O documento faz referência ao nome do ministro Dias Toffoli. O encontro estava marcado para as 16h, na sala da presidência do STF.
Na reunião, Fachin deve comunicar formalmente aos demais ministros o teor do material encaminhado pela PF, além de apresentar o conteúdo da defesa enviada por Toffoli.
A menção ao nome do ministro foi identificada pela Polícia Federal em uma mensagem encontrada no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido durante operação de busca e apreensão. O conteúdo da citação está sob segredo de Justiça.
Após ser informado sobre a referência a Toffoli, Fachin determinou a abertura de um procedimento interno e notificou o ministro para se manifestar. Caberá ao presidente do Supremo decidir se Toffoli permanecerá na relatoria da investigação envolvendo o Banco Master.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também foi comunicado sobre a existência do relatório.
No mês anterior, Toffoli passou a ser alvo de questionamentos por continuar como relator do caso após reportagens indicarem que a PF teria encontrado indícios de irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. Esse fundo adquiriu participação no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que já pertenceu a familiares do ministro.
Em nota divulgada mais cedo, Toffoli confirmou que é um dos sócios do resort e afirmou que não recebeu valores de Daniel Vorcaro.




