O Supremo Tribunal Federal (STF) tem feito um acompanhamento das pesquisas eleitorais para projetar como poderá ficar a composição do Senado a partir de 2027. A análise busca medir o potencial de avanço dos pedidos de impeachment contra ministros da Corte que atualmente tramitam na Casa. As informações são da jornalista Malu Gaspar, do O GLOBO.
Os levantamentos realizados internamente apontam que um grupo de senadores favoráveis ao impeachment de magistrados poderia alcançar aproximadamente 40 das 81 cadeiras do Senado. Apesar disso, o número permanece abaixo dos 54 votos necessários para autorizar a abertura de um processo desse tipo, conforme entendimento estabelecido pelo ministro Gilmar Mendes em dezembro de 2025.
Antes dessa decisão, a interpretação adotada exigia apenas maioria simples, ou seja, 41 votos. Nesse cenário, uma eventual vitória de candidatos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e críticos ao STF poderia aumentar a pressão sobre a Corte.
As projeções levam em consideração a renovação de dois terços das cadeiras do Senado nas eleições deste ano, além do desempenho de pré-candidatos que aparecem entre os mais bem colocados nas pesquisas, como Michelle Bolsonaro, no Distrito Federal, e Carlos Bolsonaro, em Santa Catarina.
O estudo também inclui os 27 senadores que permanecerão no cargo até 2030. Pela estimativa, a chamada bancada pró-impeachment seria formada, principalmente, por parlamentares do PL, PP, União Brasil e Novo, partidos que reúnem parte das principais críticas às decisões do Supremo.
