Em meio a um processo de reorganização financeira e redução de sua estrutura física, o Grupo Casas Bahia protocolou, nesse domingo, 16, um pedido de recuperação judicial. A companhia busca renegociar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas.
A medida foi apresentada no Foro Central Cível de São Paulo e abrange, além da Casas Bahia, outras nove empresas pertencentes ao grupo. Por ter sido protocolada em caráter de urgência, a solicitação ainda terá de ser ratificada pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária.
A varejista atribuiu a decisão a uma combinação de fatores, entre eles o patamar elevado dos juros, as limitações para obtenção de crédito, o crescimento dos custos financeiros e a redução do consumo. A companhia também relatou dificuldades para conseguir recursos que considerava necessários para reforçar o caixa.
Apesar do processo judicial, a Casas Bahia informou que as lojas físicas, o e-commerce e os demais canais de venda continuarão funcionando. De acordo com a empresa, até o momento, não há impacto relevante para os consumidores.
A recuperação judicial é solicitada em um período no qual a varejista também diminui sua presença física e realiza cortes no quadro de funcionários. Em uma recente rodada de redução de custos, 298 lojas foram fechadas e cerca de 1,9 mil trabalhadores foram demitidos.
As unidades encerradas representam cerca de 28,7% das 1.042 lojas que integravam a rede física da empresa ao final de 2025. No Ceará, a companhia possuía 29 unidades em maio deste ano, conforme informações disponibilizadas na área de relações com investidores da Casas Bahia.






