O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta segunda-feira, 28, que sejam identificados os ministros da Corte e demais magistrados mencionados nas investigações relacionadas ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A manifestação foi apresentada por meio de uma questão de ordem dentro do processo que discute a possibilidade de o STF abrir uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
Gilmar Mendes pediu que a análise do caso seja interrompida até que sejam esclarecidos quais magistrados aparecem nas conversas obtidas a partir do celular de Vorcaro. Para o ministro, limitar a apuração sem antes conhecer todos os envolvidos pode comprometer o alcance das investigações.
“Apuração parcial é apuração viciada, porque o recorte do objeto já constitui, ele próprio, um juízo prévio sobre o que merece e o que não merece ser esclarecido”, afirmou.
O ministro também relacionou a identificação dos magistrados à definição de quem poderá participar dos julgamentos dos processos envolvendo o Banco Master. Segundo ele, sem essas informações, não seria possível determinar eventuais impedimentos ou suspeições entre os integrantes da Corte.
No dia 15 deste mês, o ministro Flávio Dino pediu vista do processo que analisa se o STF poderá julgar o caso relacionado a Alexandre de Moraes. Com isso, a análise foi interrompida.
Pelas regras do Supremo, o prazo para devolução de um processo após pedido de vista é de até 90 dias.
