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Novo Centro de Patologia Digital e Telepatologia do Ceará pode diagnosticar quase 20 mil casos de câncer por ano

A população estimada das áreas abrangidas é de 4,9 milhões de habitantes, com potencial de apoio ao diagnóstico de até 18.700 novos casos de câncer por ano

Foto: Carlos Gibaja/Governo do Ceará

O novo Centro de Patologia Digital e Telepatologia do Ceará, localizado no Hospital Regional de Itapipoca (HRI), será destinado à realização de exames anatomopatológicos e à análise remota de lâminas por especialistas. E já tem o início da operação está previsto para a primeira semana de novembro.

A iniciativa integra o projeto Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer, do Ministério da Saúde, em parceria com o A.C. Camargo Cancer Center.

A implantação inicial contempla 56 municípios, sendo 44 vinculados à Superintendência da Região de Saúde de Fortaleza (SRFOR) e 12 às Áreas Descentralizadas de Saúde (ADS) de Acaraú e Camocim, vinculadas à Superintendência da Região de Saúde Norte (SRNOR).

A população estimada das áreas abrangidas é de 4,9 milhões de habitantes, com potencial de apoio ao diagnóstico de até 18.700 novos casos de câncer por ano. A estimativa inicial da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) para as áreas de Itapipoca, Caucaia, Acaraú e Camocim é de 4.350 amostras anuais.

Elmano de Freitas, governador do Ceará, destacou a importância do novo equipamento para a região e para o estado.

A estrutura conta com equipamentos para processamento de tecidos, inclusão, microtomia e coloração de lâminas, além de mesas de macroscopia, microscópios, scanners e recursos de informática e conectividade. Atualmente, o HRI processa aproximadamente 150 amostras por mês. A ampliação do fluxo ocorrerá de forma gradual e, após a consolidação dos procedimentos operacionais e da equipe, a capacidade máxima prevista será de até 2 mil lâminas por semana, o equivalente a 8 mil por mês.

O serviço utilizará recursos de patologia digital e telepatologia para viabilizar a análise remota de exames anatomopatológicos, incluindo biópsias e peças cirúrgicas, com o objetivo de contribuir para a redução do tempo de emissão dos laudos. O modelo também prevê o encaminhamento físico de amostras para centros de referência, conforme os fluxos estabelecidos.

A secretária da Saúde do Ceará, Tânia Mara Coelho, destacou a importância do serviço para a agilidade no diagnóstico de doenças oncológicas.

O Governo do Ceará destinou 2,4 milhões de reais para a obra, por meio da Superintendência de Obras Públicas (SOP) e da Sesa. O investimento federal em equipamentos é de R$ 5,2 milhões.

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