A eleição para a presidência do Senado em 2027 já começa a movimentar as articulações partidárias em Brasília. O atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), busca permanecer no cargo, enquanto o PL oficializou, nesta quarta-feira, 4, o nome de Rogério Marinho (PL-RN) como candidato ao posto. A oposição, porém, ainda não chegou a um consenso, já que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também pretende disputar a função.
Líder da oposição no Senado, Marinho afirma ter reunido o apoio de pelo menos 40 parlamentares. Para vencer em primeiro turno, são necessários 41 votos. O senador apresentou o número após encontro com integrantes do PL e representantes de outras legendas, entre eles parlamentares do Novo, PP e Republicanos.
A possibilidade de uma candidatura concorrente de Tereza Cristina ainda é um obstáculo para a articulação do PL. A ex-ministra da Agricultura mantém o projeto de comandar o Senado e conta com interlocução entre setores do Centrão, do agronegócio e da bancada feminina. Marinho afirmou que conversou com a senadora e que os dois devem tentar construir um acordo antes da votação.
Alcolumbre, por sua vez, chega à disputa com manifestações de apoio do MDB, PSD, PT e da federação União Progressista. O presidente Lula (PT) também deve trabalhar pela recondução do senador ao cargo.
Entre as propostas apresentadas por Marinho estão a discussão de uma anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e a análise de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador disse que não pretende fazer dessas pautas o eixo de sua candidatura, mas defendeu que o Senado não se omita diante de questões relacionadas ao cumprimento da Constituição.
Em 2023, Marinho já havia disputado a presidência da Casa, mas foi derrotado por Rodrigo Pacheco, então filiado ao PSD de Minas Gerais. Na ocasião, recebeu 32 votos, contra 49 do adversário.






