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Moraes barra visita dos filhos a Bolsonaro no Dia dos Pais

A intenção era realizar a visita durante a tarde, aproveitando a data comemorativa. Segundo a defesa, o pedido tinha caráter excepcional e buscava exclusivamente preservar os laços familiares entre o ex-presidente e os filhos

Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo | Ton Molina/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) para que os filhos do ex-presidente pudessem visitá-lo neste domingo, 9, Dia dos Pais.

A solicitação feita pelos advogados incluía Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. A intenção era realizar a visita durante a tarde, aproveitando a data comemorativa. Segundo a defesa, o pedido tinha caráter excepcional e buscava exclusivamente preservar os laços familiares entre o ex-presidente e os filhos.

Moraes, entretanto, entendeu que a autorização entraria em conflito com uma determinação anterior que suspendeu, por 30 dias, visitas consideradas de natureza política ao ex-presidente.

No caso de Flávio Bolsonaro, a restrição é ainda mais ampla. Em julho, o ministro determinou que o senador ficasse 90 dias sem visitar o pai, após a divulgação nas redes sociais de uma carta escrita por Jair Bolsonaro.

No texto, o ex-presidente atribuía a Flávio a função de atuar como seu porta-voz durante a disputa eleitoral deste ano. Entre as medidas impostas a Bolsonaro está justamente a proibição de que manifestações suas sejam divulgadas em redes sociais, inclusive por intermédio de outras pessoas.

A defesa contestou a decisão que suspendeu as visitas e classificou a medida como desproporcional. Os advogados alegaram ainda que Bolsonaro não tinha conhecimento de que a carta seria publicada pelo filho e negaram a existência de qualquer acordo prévio para a divulgação do documento.

O recurso apresentado pela defesa foi encaminhado por Moraes à Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão deverá analisar o caso e se manifestar sobre a continuidade ou eventual revisão da restrição aplicada ao senador.

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