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Hugo Motta intensifica agenda na Câmara para votar PEC 6×1 ainda este mês

Presidente da Câmara anuncia série intensiva de sessões no plenário; comissão deve discutir plano de trabalho na próxima semana

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Impulsionada pelo forte apelo popular, especialmente em um ano eleitoral, a proposta que prevê o fim da escala 6×1 passou a avançar com mais rapidez na Câmara dos Deputados, sob condução do presidente da Casa, Hugo Motta. Para garantir a análise ainda neste mês, ele adotou medidas fora do padrão, como a convocação de sessões extras no plenário.

Durante o feriado do Dia do Trabalhador, Hugo anunciou uma sequência intensiva de votações ao longo da próxima semana. Essas sessões também contam para o prazo de funcionamento da comissão especial responsável por examinar a proposta de emenda à Constituição que trata da jornada de trabalho.

A realização de deliberações às segundas e sextas foge à rotina da Câmara, onde normalmente as votações ocorrem entre terça e quinta. A estratégia tem como objetivo acelerar o cumprimento dos prazos da comissão.

O colegiado responsável pela chamada PEC do fim da escala 6×1 dispõe de dez sessões do plenário para receber sugestões de alteração. Após esse período, o relator, deputado Leo Prates, poderá apresentar seu parecer e solicitar a inclusão do tema na pauta de votações.

Na próxima semana, a comissão deve discutir o plano de trabalho e analisar requerimentos, incluindo convites para ouvir trabalhadores, representantes sindicais e o ministro Guilherme Boulos.

Instalado recentemente, o grupo pode realizar mais de uma reunião para avançar nas discussões, conforme indicou o presidente do colegiado, Alencar Santana. Nesta fase, o foco será o conteúdo da proposta, com debates sobre regras de transição e possíveis medidas de compensação para setores econômicos.

Antes dessa etapa, a proposta já passou pela Comissão de Constituição e Justiça, onde foi analisada quanto à sua legalidade.

A redução da jornada é tratada como prioridade pelo governo federal, que aposta no alcance popular da pauta tanto para fortalecer sua agenda quanto para pressionar o Congresso a acelerar a tramitação.

Paralelamente, o Executivo enviou um projeto de lei em regime de urgência propondo a adoção do modelo 5×2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso. Ainda assim, a Câmara tem dado preferência à tramitação via PEC, concentrando o protagonismo no Legislativo.

Na comissão especial, serão avaliadas duas propostas em conjunto, uma apresentada em 2019 e outra mais recente. O governo defende a diminuição da carga semanal de 44 para 40 horas, enquanto representantes do setor produtivo cobram medidas compensatórias, como incentivos fiscais, para reduzir possíveis impactos econômicos.

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