Os 10% mais ricos da população brasileira concentraram 40,3% de toda a massa de renda do país em 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O percentual é maior que o registrado em 2024, quando o grupo detinha 39,6% da renda nacional.
As informações fazem parte da Pnad Contínua: Rendimento de Todas as Fontes, pesquisa que considera não apenas os ganhos do trabalho, mas também aposentadorias, pensões, aluguéis, programas sociais e aplicações financeiras, entre outras fontes de renda.
De acordo com o levantamento, a massa total de rendimento domiciliar per capita chegou a R$ 481,4 bilhões em 2025. Desse total, R$ 193,9 bilhões ficaram concentrados entre os 10% mais ricos da população.
O estudo aponta ainda que essa parcela mais rica deteve uma fatia maior da renda do que os 70% da população com menores rendimentos, que concentraram 32,8% da massa total.
Na média, o rendimento mensal per capita dos 10% mais ricos foi estimado em R$ 9.117. O valor corresponde a 13,8 vezes a renda média dos 40% mais pobres, calculada em R$ 663 mensais.
Apesar da alta desigualdade, o indicador segue entre os menores da série histórica iniciada em 2012. Em 2024, a diferença havia atingido o menor patamar, de 13,2 vezes.
Segundo o IBGE, o aumento da disparidade ocorreu porque a renda cresceu de forma mais acelerada entre as faixas mais altas da população. Enquanto os 10% mais ricos tiveram avanço de 8,7% nos rendimentos em relação a 2024, os 40% mais pobres registraram crescimento de 4,7%.
“A renda cresceu para todas as classes. Não houve piora. Mas, no topo da pirâmide, os 10% da população de maior renda tiveram crescimento acima da média”, afirmou Gustavo Geaquinto Fontes, analista da pesquisa do IBGE.
Considerando toda a população brasileira, o rendimento médio per capita foi estimado em R$ 2.264 por mês em 2025, com alta de 6,9% em comparação ao ano anterior, já descontada a inflação.




