O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quarta-feira, 9, a retirada integral do sigilo das investigações relacionadas ao caso Master. Em nota, Lula afirmou ser necessário dar transparência às apurações envolvendo todos os citados, “seja quem for, doa a quem doer”.
A manifestação ocorre em meio à crise instalada no Supremo Tribunal Federal (STF) por causa dos desdobramentos do caso. Lula, candidato a um quarto mandato, também criticou o que classificou como vazamentos seletivos de informações e afirmou que episódios desse tipo podem interferir na disputa eleitoral.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula na corrida presidencial, também comentou o cenário e cobrou uma resposta do presidente do STF, Edson Fachin. “O Brasil está sem presidente, virou várzea. Ministro Fachin tem que resolver isso, IMEDIATAMENTE, em sessão pública. Não é sobre esquerda ou direita, é sobre resgatar o Brasil do cativeiro”, declarou.
A tensão no Supremo aumentou após o ministro André Mendonça retirar, na semana passada, o sigilo de uma investigação da Polícia Federal que analisou o celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O material revelou mensagens enviadas por Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.
Nesta semana, Mendonça determinou ainda o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e afirmou ter sido alvo de monitoramento irregular durante pelo menos 30 dias. A medida, porém, permaneceu em vigor por menos de 24 horas. Nesta quarta-feira, o ministro Flávio Dino determinou a recondução de Rodrigues ao comando da PF.
Com a sucessão de decisões e divergências internas, cresce a expectativa sobre a atuação de Edson Fachin diante da crise no Judiciário.
Na nota divulgada nesta quarta, Lula afirmou que o país precisa de esclarecimentos diante do que chamou de “maior crime financeiro da história do Brasil”. O presidente também defendeu que a divulgação das informações siga o exemplo adotado na Operação Spoofing.
“Por isso, é urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade”, afirmou.






