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Advogados de Flávio Bolsonaro pediram ao STF Mendonça na relatoria de investigação sobre filme

A solicitação, contudo, não foi aceita pelo Supremo, e o procedimento permaneceu sob a relatoria de Dino

Foto: Estadão Conteúdo | Rosinei Coutinho/STF

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) ao menos quatro vezes para tentar retirar do ministro Flávio Dino a condução das investigações relacionadas ao filme Dark Horse, produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro. Os advogados queriam que o caso fosse encaminhado ao ministro André Mendonça.

Os pedidos foram apresentados entre 13 e 29 de julho e vieram a público neste sábado, 12, em informações divulgadas pela Folha de S. Paulo. A defesa sustentava que Mendonça já era responsável por outras petições relacionadas ao caso e, por isso, deveria assumir também essa parte da investigação.

A solicitação, contudo, não foi aceita pelo Supremo, e o procedimento permaneceu sob a relatoria de Dino.

Em uma das manifestações, os advogados chegaram a questionar a distribuição do processo e alegaram que teria ocorrido uma tentativa de direcionar artificialmente a competência para Dino. Segundo a defesa, se os pedidos tivessem sido apresentados de forma independente, o caso deveria ter sido distribuído por prevenção a Mendonça. O conteúdo foi revelado pela Folha.

Das quatro petições apresentadas, duas foram encaminhadas ao então presidente do STF, ministro Edson Fachin, enquanto as demais foram protocoladas diretamente no gabinete de Flávio Dino. Em outro documento, divulgado pelo G1, a defesa voltou a acusar o Supremo de ter criado uma suposta “prevenção artificial” de Dino para os fatos investigados.

As apurações envolvendo Dark Horse abrangem diferentes frentes. Uma delas examina transferências superiores a R$ 60 milhões destinadas à produção do filme por Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, a pedido de Flávio Bolsonaro.

Também estão no foco das investigações os recursos que teriam sido utilizados para custear a permanência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, além de emendas parlamentares destinadas a empresas relacionadas à produção do longa.

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