Fortaleza não vive sua melhor gestão pública. Fato visível e impossível de ser maquiado. José Sarto não tem sido o prefeito que a capital cearense merece e isso é evidente em suas atitudes.
Sarto, ao contrário do que se pensava quando foi eleito, provou não ter as aptidões necessárias para ser um bom prefeito, e isso pode ser visto no serviço mais banal e presente em toda e qualquer cidade: a gestão da limpeza urbana. É comum, hoje, observar lixo em diversos pontos da cidade, o que empobrece o espaço e prejudica a apreciação do município.
Sua mais recente polêmica foi a da taxa do lixo. O prefeito foi alvo de inúmeras críticas ao enviar a proposta para a Câmara, e com razão: pelo custo e pela situação econômica atual, onde o dinheiro contado do salário de R$ 1.212 – às vezes, até menos – não abre margem para a aplicação de mais um gasto em algum serviço público. Faltou a consciência de classe ao prefeito.
Isso se junta às outras críticas, como realizar uma festa de réveillon em meio ao aumento de casos de Covid-19 – hoje estáveis -, as ruas deterioradas da capital e a ausente política de assistência social para moradores de rua e pedintes, que têm aumentado em Fortaleza.
Nas redes sociais, as perguntas sobre o gestor são as mais variadas, mas a principal é: “e ele é prefeito?”. A frase expressa, por si só, a ausência de Sarto em promover o melhor pela capital.
O prefeito não segue os passos de seus antecessores, como Roberto Cláudio, considerado um dos melhores prefeitos da cidade, ou de colegas de partido, como Cid, Ivo e Ciro Gomes, considerados grandes gestores. Como uma curva em sentido distinto, Sarto segue por medidas impopulares e não possui o espírito de gestor público que tanto se vê em pedetistas.
Se quiser deixar alguma marca positiva para os fortalezenses, deverá trabalhar como prefeito e como político para reestruturar sua imagem pública, que hoje encontra-se desgastada. Sarto parece não querer continuar como prefeito e se esquece que 2024 está chegando à galope.
Com isso, a pergunta que fica não é sobre sua possibilidade de vencer ou não uma possível disputa pela reeleição, mas sim, se ele realmente deve tentar disputar a Prefeitura mais rica do Nordeste para fazer quase nada.
Editorial do Repórter Ceará




