Nessa segunda-feira, 23, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, negou, durante um jantar com empresários na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo, a existência de um suposto “racha” na família Bolsonaro. Ele afirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ainda não se engajou de forma intensa na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) porque “não tem tempo de nada”, mas garantiu que ela “vai entrar para valer”. As informações são do jornalista Robson Bonin, da coluna Radar, da VEJA.
Segundo Valdemar, Michelle está dedicada a cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, após condenação pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado.
“Nunca existiu um racha. O que acontece é que a Michelle não tem tempo para nada. Ela prepara a comida do Bolsonaro de manhã e leva na hora do almoço. Ninguém quer ver o marido ou o pai na situação em que o Bolsonaro está, esse é o grande problema”, declarou.
Para o dirigente, além de Michelle, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), são peças-chave na campanha de Flávio e precisam “trabalhar para valer”. Ele ressaltou que, caso o senador seja derrotado nas eleições deste ano, Bolsonaro poderá permanecer mais oito anos preso.
“Quero dizer que a eleição do Bolsonaro é vida ou morte para nós. Ou ganhamos, ou ele fica mais oito anos preso sem ter cometido nenhum crime. O Nikolas, o Tarcísio aqui em São Paulo e a Michelle precisam trabalhar para valer. Esses três são fundamentais. A Michelle é um fenômeno. Não tenho dúvida de que todos vão entrar na campanha com força. O Flávio vai começar a conversar com esse pessoal com calma, mas ainda não teve tempo para isso”, afirmou.




